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Plantio de soja safrinha não será mais permitido a partir de janeiro de 2017

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A Portaria 193, publicada pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) no último dia 6, estabelece o novo período de semeadura e colheita da soja no Estado.



A partir da safra 2016/17 está proibido o plantio de soja sobre lavouras de soja recém-colhidas. O novo calendário estabelece o período de semeadura entre 16 de setembro e 31 de dezembro de cada ano agrícola, enquanto o prazo para colheita ou interrupção do ciclo será 15 de maio, quando todas as áreas precisam estar colhidas ou com as plantas dessecadas. Desta data até 15 de setembro ocorre o vazio sanitário, período de ausência de plantas vivas nas lavouras.



Conforme o engenheiro agrônomo e Fiscal de Defesa Agropecuária da Adapar de Marechal Cândido Rondon, Anderson Lemiska, o objetivo da portaria é buscar maior segurança sanitária das lavouras do Paraná. “A ferrugem asiática é a principal doença da soja e ela pode causar prejuízos significativos na cultura, e isso gerou preocupações a todo segmento da cadeira produtiva. Por isso, houve a necessidade da implantação da portaria 193 como medida de controle da doença”, ressalta.



Ainda segundo Lemiska, a medida busca também reduzir a resistência do fungo aos fungicidas. “Nas últimas safras foi observado que o uso intenso de fungicidas para o controle da doença causou a perda de eficiência desses produtos, devido a diminuição da sensibilidade do fungo a eles”, ressalta. Para o profissional, o uso intenso de fungicidas se deve a vários fatores, como safras consecutivas, semeaduras tardias, manejo inadequado e a ausência de rotação de culturas.



A nova Portaria impedirá o plantio de soja tardia (fator de proliferação da doença), e proibirá a semeadura e cultivo de soja em sucessão à soja, na mesma área e no mesmo ano agrícola. “Isso contribuirá para que os fungicidas tenham sua eficácia melhorada na safra de verão”, destaca.



De acordo com o Fiscal, para vencer a batalha contra a ferrugem asiática devem ser unidos os esforços de pesquisadores, fabricantes, Adapar e produtores. “Somente assim teremos sustentabilidade na agricultura paranaense”, afirmou.

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