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Iniciado período de Safra Agrícola 2016/2017

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Um dos maiores produtores mundiais de alimentos, o Brasil começou neste mês de julho mais um período de safra agrícola. Para a temporada 2016/2017, foram disponibilizados pelo governo, aos agricultores, cerca de R$ 185 bilhões para financiamentos de custeio, investimento e comercialização. Desde a sexta-feira passada (1º de julho) os bancos que operam com o crédito rural oficial passaram a estar aptos a financiar as atividades do novo ciclo agrícola.



O volume de crédito rural sofreu alteração. Em maio deste ano, o governo federal anunciou R$ 202,88 bilhões para o Plano Agrícola e Pecuária 2016/2017. No entanto, os recursos ficaram agora em R$ 185 bilhões. Isso é reflexo do redimensionamento da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), que terá em torno de R$ 10 bilhões à taxa controlada de 12,75% ao ano.



A expectativa da nova safra é favorável. A perspectiva é de que o Brasil vai colher mais de 200 milhões de toneladas de grãos.



As operações de custeio e comercialização com juros controlados contarão com R$ 115,6 bilhões. Os juros foram ajustados sem comprometer a capacidade de pagamento do produtor, com taxas que variam de 9,5% a 12,75% ao ano. Já os juros para agricultores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) são de 8,5%. Para os programas de investimento, o governo federal destinou R$ 34,045 bilhões.



O Plano Agrícola e Pecuária 2016/2017 traz inovações: o limite único de custeio é de R$ 3 milhões por beneficiário por ano agrícola.



Deste total, no primeiro semestre do plano (1º de julho a 31 dezembro de 2016) podem ser aplicados no máximo 60% e o restante no segundo semestre (1º de janeiro a 30 de junho de 2017). Já para a comercialização, o limite aprovado foi de R$ 4,5 milhões por produtor. Para investimento, o teto permaneceu inalterado em R$ 430 mil reais por beneficiário.



O Plano Agrícola e Pecuário 2016/2017 se estende até 30 de junho de 2017.