A Copagril e a Sicredi Aliança PR/SP realizaram no sábado (18), no Clube Aliança, em Marechal Cândido Rondon, um evento para marcar a abertura do ano letivo dos programas "Cooperjovem" e “A união faz a vida”. A programação foi especialmente preparada para educadores e demais pessoas envolvidas nos programas que as cooperativas desenvolvem nas escolas municipais e particulares da microrregião, em parceria com o Sescoop - Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo.
Para ministrar sobre educação, foram convidados os professores Amaral Barbosa de Lima e Giliard Barbosa Ferreira, da Escola Miguel Antônio de Lemos, situada em Pedra Branca, no sertão do Ceará. O Índice de Desenvolvimento de Educação Básica – IDEB das séries iniciais da escola é 9,5, enquanto a média do Brasil é 5,5. A ideia do encontro foi promover a troca de informações e o compartilhamento de experiências educacionais. Os professores mostraram que mesmo com poucos recursos financeiros é possível fazer muito pela educação. “Tem um mito muito grande no Brasil que a educação pública hoje está ruim. Quando você vê escolas dessas que com tão pouco fazem muito, não tem nem o que explicar. Mesmo com muito pouco, nós fazemos nossas crianças terem um acesso melhor à educação”, disse professor Giliard.
Transformação
Conforme Amaral Barbosa de Lima, para se ter uma escola transformadora, os indivíduos precisam ter a clareza de que: quem transforma são as pessoas. “As pessoas que compõem a instituição escolar são capazes de agir com mudanças notórias em suas próprias vidas e na vida da escola, levando todos a serem cidadãos mais conscientes, melhores e capazes de articularem e defenderem os seus ideais”, salienta.
Segundo ele, a transformação nem sempre carece de grandes investimentos. “Nosso maior investimento é o investimento humano, na forma de dedicação, amor e empenho. Nós buscamos oferecer a mesma qualidade de educação que gostaríamos que fosse oferecida aos nossos filhos”, pontua o educador.
Uma das razões para os bons resultados da instituição é o envolvimento da escola com a comunidade. "Vários pais de alunos não sabem escrever o próprio nome, mas participam do plano pedagógico e compreendem a importância das avaliações", relata Amaral.
Ele acrescenta que entre os pontos positivos da escola de Pedra Branca estão: envolvimento e participação efetiva de toda a equipe; parceria entre famílias e a escola; metodologia de trabalho com projetos; acreditar no aluno; oportunizar os próprios alunos; acompanhamento pedagógico (projeto Adote um aluno); monitoramento de frequência e taxas de aprovação; além da busca permanente e conjunta por soluções para as demandas da escola.
Social
Os programas Cooperjovem e A União Faz a Vida proporcionam aos educadores a vivência do trabalho coletivo e disseminam as práticas educacionais pautadas na cultura da cooperação. Dessa forma, têm o objetivo de formar cidadãos mais solidários, participativos, autônomos e comprometidos com um futuro socialmente justo, democrático e sustentável.