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Manejo de plantas daninhas da soja inicia no período pós-colheita do milho

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O sucesso na safra de verão começa antes da implantação da lavoura, com o planejamento de insumos e com o preparo da área, o qual inicia-se com a identificação e o manejo de plantas daninhas logo após a colheita do milho safrinha. Essa é a recomendação do pesquisador Fernando Storniolo Adegas, da Embrapa Soja/Londrina-PR, aos produtores associados da Copagril. “É necessário fazer o monitoramento, percorrer as lavouras, verificar a existência das plantas daninhas. Depois, é importante iniciar o manejo de controle das mesmas, logo após a colheita do milho. Se o período entre a colheita e o início do manejo for longo, elas irão se desenvolver muito, o que dificultará o controle e elevará os custos”, alerta.



Limpo



Conforme o pesquisador, é preciso evitar que as plantas daninhas produzam sementes, eliminando-as de carreadores, cantos de estrada e área de pousio. Na entressafra, a recomendação é não deixar o solo descoberto, mas sim mantê-lo coberto com palhada ou alguma cultura de cobertura, como aveia ou milheto. Na lavoura, a recomendação é utilizar a dosagem recomendada e fazer as aplicações no momento correto.



Na hora de efetuar o controle, a aplicação correta de herbicidas é fundamental. “Para se ter um bom resultado, as condições de aplicação são importantes, tanto climáticas (temperatura, umidade relativa do ar, ventos), quanto as condições do equipamento, que deve ser inspecionado periodicamente, pois é através dele que a calda será bem ou mal aplicada”, diz.



Ameaças



Atualmente, o capim-amargoso é a planta daninha mais preocupante, relata Adegas. Isso porque o amargoso é perene e, se não manejado corretamente, o seu controle é oneroso e difícil. Outra preocupação refere-se ao caruru gigante, que em 2015 foi identificado no Mato Grosso, e que não existia no Brasil, sendo que ele é resistente ao glyphosate. Essa planta (de nome científico Amaranthus palmeri) é a mais agressiva para as lavouras de verão, mas não existe no Paraná. “Estamos tentando fazer com que não se espalhe para os demais estados brasileiros”, finaliza o pesquisador Dr. Fernando Adegas.

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