O plantio de soja na área de atuação da Copagril está praticamente consolidado e a grande maioria das lavouras já está com a cultura da soja emergindo. No estágio em que a cultura está, é chegada a hora de o agricultor realizar o manejo pós-emergência iniciando com o controle de plantas daninhas. Este manejo visa o controle das plantas daninhas que surgem junto com a emergência da soja, evitando a matocompetição, que compete por espaço, luz, água e nutrientes e que ajuda a manter o potencial genético da soja para que ela tenha o rendimento esperado.
Segundo o engenheiro agrônomo da Copagril, Genésio Onório Seidel, no período de emergência a soja apresenta uma certa sensibilidade, e qualquer competição pode afetar o resultado final. “A soja utiliza da reserva da semente para se estabelecer no campo e toda competição inicial é prejudicial, por isso a principal preocupação agora é manter a lavoura no limpo”, destaca o profissional.
Potencial de Competição
Segundo o agrônomo, as plantas daninhas tem seu desenvolvimento inicial agressivo, com sistema radicular robusto com grande potencial de competição com a cultura. “Normalmente as plantas invasoras são mais adaptadas às condições do solo e ambiente, por isso elas se desenvolvem rápido, têm sistema radicular bem robusto, são muito eficientes na absorção de água e nutrientes e também na ocupação do espaço. Então, essa é uma competição em que elas têm vantagem, pois são mais agressivas nessa arrancada, momento este que devemos manter a lavoura no limpo”, comenta Seidel.
Período crítico de controle
Genésio Seidel explica que a fase de emergência da soja é chamada de período crítico de controle. “Esse período inicia a partir da emergência da planta e vai até o momento em que a própria cultura começa a fazer o sombreamento, ou seja, no fechamento das linhas. Durante esse período, toda a competição irá diminuir o potencial da cultura, por isso precisamos se atentar e realizar o manejo o quanto antes, quanto mais cedo for feito o manejo das plantas daninhas, maior é o sucesso no controle”, enfatiza.
“Quanto antes o agricultor fizer esse manejo, a planta daninha vai estar mais suscetível ao controle”, explica Seidel. Segundo ele, outro ponto a ser analisado é que aplicações tardias a própria soja pode criar uma barreira no controle o chamado “Efeito Guarda-chuva”, no qual se faz a aplicação de herbicida e a folha da soja acaba cobrindo as plantas daninhas, fazendo com que o produto não consiga atingi-las, orienta o agrônomo.
Identificação
Para se ter um controle satisfatório é importante identificar as plantas daninhas presentes na lavoura e entrar em contato com seu técnico para tomarem a decisão correta para o manejo. “Nesse momento precisamos identificar qual planta daninha há na lavoura, para assim obter eficiência no controle, por isso recomendamos que o agricultor busque sempre orientação técnica para que tenha um bom controle e não tenha problemas com competição mais adiante”, finaliza o engenheiro agrônomo da cooperativa.