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Controle de plantas tigueras de soja favorece vazio sanitário

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Com a cultura do milho segunda safra (safrinha) na fase inicial de desenvolvimento na área de ação da Copagril, os produtoresobservam a necessidade de realizar o manejo das plantas daninhas para evitar a matocompetição inicial, inclusive a eliminação da soja tiguera/guaxa/remanescente em meio à cultura do milho, visando atender a Portaria da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná – Adapar nº 202, de julho de 2017, que dispõe sobre o vazio sanitário e outras medidas para o controle da ferrugem asiática no Estado. Atualmente a medida está implantada em 11 estados (MT, GO, MS, TO, SP, MG, MA, PR, BA, RO, PA) e no Distrito Federal.



O vazio sanitário é o período em que o produtor não pode ter em sua lavoura plantas vivas de soja. A prática é uma das formas de manejo para evitar a ferrugem asiática. O produtor que não cumprir com a regra pode, inclusive, ser multado.



Conforme o engenheiro agrônomo da cooperativa, Paulo Brunetto, a medida deve ser adotada não somente em função de evitar multas, mas pelo benefício que gera à agricultura. “O primeiro beneficiado ao fazer um bom vazio sanitário é o agricultor, que estará retardando e diminuindo o número de focos da doença, pois o bom manejo da ferrugem começa na entressafra, realizando o vazio sanitário”, salienta.



A semeadura do milho safrinha é feita sobre áreas antes cultivadas com soja no verão e que, pelo processo de colheita, além da debulha natural de vagens, há perdas pelo processo mecanizado. Devido à presença de grãos de soja, com o milho emergem plantas de soja que o produtor deverá realizar a erradicação no momento de manejar as plantas daninhas na cultura do milho safrinha, atentando ao vazio sanitário da soja que no Paraná inicia em 10 junho e vai até 10 de setembro, sendo que no Mato Grosso do Sul o período tem seu início em 15 de junho e vai até 15 de setembro.