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Prazo para comprovação da vacinação contra aftosa termina quarta-feira

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Está chegando ao fim o prazo para os pecuaristas realizarem a comprovação da vacinação da febre aftosa. O período de vacinação que se iniciou no dia 1º de maio, se estende somente até esta quarta-feira (30) e vários produtores ainda não comprovaram a vacinação dos seus bovinos. Segundo o fiscal agropecuário da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), Loreno Egídio Taffarel, até ontem (28), nos municípios de Marechal Cândido Rondon, Mercedes, Quatro Pontes, Entre Rios do Oeste e Pato Bragado, que são os cinco municípios de abrangência da Adapar local, 2.355 produtores comprovaram a vacinação e a expectativa é de que nos últimos dois dias mais animais sejam vacinados. “Ainda faltam 486 produtores comprovarem a vacinação em Marechal Cândido Rondon, 141 em Mercedes, 91 em Quatro Pontes, 76 em Entre Rios do Oeste e 91 em Pato Bragado. A nossa solicitação é de que todos façam a comprovação até quarta-feira, afinal dia 31 é feriado nacional e a partir do dia 1º de junho já é cobrada a taxa compulsória de R$ 19,95 por bovino não vacinado”, comenta Loreno Egídio Taffarel.



Segundo comenta Taffarel, é simples para o produtor fazer a comprovação. “Nossa indicação é para que os produtores se utilizem das facilitações que as Lojas Agropecuárias da Copagril oferecem: além de terem a vacina em estoque, nas lojas o produtor pode fazer a comprovação da vacinação na hora em que adquire o medicamento, facilitando a vida deles para regularizar a situação de seus bovinos”, destaca o fiscal da Adapar.



Multa

Além de ter que pagar a taxa compulsória, os produtores que não comprovarem a vacinação até o dia 30 correm risco de serem autuados pela Adapar. “A multa para quem não vacinar os animais contra a febre aftosa é de R$ 987,30 para produtores que possuem até 10 cabeças de gado em sua propriedade. Para aqueles que possuem mais de 10 animais, além de pagarem essa multa pagarão R$ 98,73 por cabeça a partir do 11º animal”, alerta o fiscal da Adapar.



Vacinação

No Paraná, Acre e Espírito Santo, na etapa de maio é obrigatória a vacinação dos bovinos e búfalos com idade até 24 meses. Já no Mato Grosso do Sul e nos demais estados brasileiros, nesta etapa devem ser vacinados os bovinos e bubalinos de todas as idades, com exceção de Santa Catarina, que é reconhecida como livre da febre aftosa sem vacinação.



Status sanitário

O Brasil recebeu, na última quinta-feira (25), em Paris, durante a 86ª reunião da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o certificado que confere ao país o status de livre da febre aftosa com vacinação. O Brasil vinha numa luta, em um programa de mais de 60 anos para erradicar essa doença e, nos últimos anos, fez um esforço muito grande para finalmente resolver o problema. Segundo destaca Loreno Taffarel, nesse momento é muito importante que os produtores façam a vacinação para nos próximos anos alcançar um status ainda melhor. “O reconhecimento da OIE aumenta as esperanças de que nos próximos anos estejamos livres da doença sem a vacinação, por isso, nesse momento é muito importante que todos os produtores não só comprovem, mas efetivamente façam a vacinação e proteja seus animais“, finalizou Loreno Egídio Taffarel.

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