O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) confirmou a ocorrência da estria bacteriana do milho em lavouras das regiões Norte, Centro-Oeste e Oeste do Estado.
Até agora desconhecida no Brasil, a doença é causada pela bactéria Xanthomonas vasicola pv. vasculorum, e tem potencial para reduzir à metade o rendimento de grãos em hÃbridos de milho altamente suscetÃveis, segundo o pesquisador Adriano de Paiva Custódio, do Iapar.
A ocorrência foi constatada primeiramente em áreas experimentais em um Centro de Pesquisa AgrÃcola, em Cafelândia.
Foram verificadas áreas com grande pressão da doença, embora ainda sem registrar comprometimento significativo da produtividade.
A presença da nova doença em território paranaense foi confirmada e notificada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
A estria bacteriana do milho já foi registrada na região Oeste (municÃpios de Cafelândia, Corbélia, Nova Aurora, Palotina, Santa Tereza do Oeste, Toledo e Ubiratã), Centro-Oeste (Campo Mourão e Floresta) e Norte (Londrina, Rolândia, Sertanópolis e Mandaguari).
A bactéria pode se propagar nas lavouras por meio da chuva, vento, água de irrigação e equipamentos como tratores, implementos, colheitadeiras e caminhões. Também pode sobreviver de uma safra para outra na palhada e restos de culturas, ou mesmo em outras plantas hospedeiras, invasoras ou cultivadas – espécies como arroz e aveia também são suscetÃveis à doença.
O uso de sementes idôneas e de cultivares menos suscetÃveis, a desinfecção de equipamentos, a adoção da rotação de cultivos e a destruição de restos de cultura são as principais práticas de controle.
Como ação emergencial, os pesquisadores defendem o investimento em testes nas principais cultivares de milho atualmente disponÃveis no mercado, juntamente com a avaliação de produtos quÃmicos registrados para a cultura que podem ter efeito bactericida e bacteriostático.