A safra de grãos do Brasil deverá ser a segunda maior da história, com uma estimativa de 228,5 milhões de toneladas, mesmo com redução de 3,9% ou 9,2 milhões de toneladas em relação à safra anterior, quando chegou a 237,7 milhões de toneladas. A expectativa para a área de colheita é de 61,6 milhões de hectares, a maior já registrada. Os números são do 10º levantamento divulgado ontem (10), pela Conab.
Em comparação com o último levantamento, realizado no mês passado, a produção diminuiu 1,2 milhão de toneladas. O resultado da queda se deve aos impactos climáticos que refletiram em nova estimativa de produtividade para o milho segunda safra. Mesmo com menor desempenho neste Ãndice, o cereal terá produção total de 82,9 milhões de toneladas, sendo grande parte desse volume devido à colheita da segunda safra, algo próximo a 56 milhões de toneladas.
Com boa produtividade, a soja é destaque positivo com produção que pode chegar a 118,9 milhões de toneladas, volume recorde, 4,2% superior à safra passada. Registram aumento o algodão em pluma, o feijão segunda safra e o trigo, quando comparados com a safra anterior. O algodão alcança 1,9 milhão de toneladas, o feijão chega a 1,3 milhão de toneladas, e o trigo 4,9 milhões de toneladas.
A produtividade da soja deve ser superior à do ano passado, além da maior área plantada. Assim, a safra vai gerar excedentes para exportação e atender o consumo interno.
Entre as culturas avaliadas, a soja registrou o maior volume de área semeada, passando de 33,9 milhões para 35,1 milhões de hectares, com ganho absoluto de 1,2 milhão de hectares.