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Copagril orienta agricultores sobre o manejo de plantas daninhas

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Com a colheita do milho segunda safra (safrinha) chegando ao fim, muitos agricultores da área de ação da Cooperativa Agroindustrial Copagril iniciam os preparativos para a implantação da safra de soja 2018/2019. Antes da semeadura, uma ação de extrema importância é o manejo de plantas daninhas, visando evitar a matocompetição no início do ciclo da cultura. “Para colher bem é preciso o produtor tomar alguns cuidados iniciais, a soja tem que emergir no limpo, sem matocompetição, por isso o manejo precisa ser eficiente”, destaca o engenheiro agrônomo da Copagril, Genésio Seidel.



O manejo correto das plantas daninhas antes da semeadura favorece a semeadura no limpo proporcionando o bom desenvolvimento inicial da cultura. Fazendo este manejo de forma adequada se pode diminuir os danos por competições durante o ciclo da cultura, que podem refletir em perdas de produtividade.

Genésio Seidel comenta que o controle deve ser feito com alguns dias de antecedência à data ao plantio. “O ideal é analisar a lavoura após a colheita do milho safrinha e iniciar esse manejo pelo menos 20 dias antes da semeadura da cultura de verão, pois as plantas daninhas competem pela água, luz, nutrientes, espaço,” salienta o profissional.

Esse manejo antecipado pode auxiliar também na quebra de ciclo de pragas. “Não tendo o hospedeiro, as pragas não têm com o que se alimentar e acabam morrendo, quebrando o ciclo das mesmas”, destaca Seidel.



Orientações



Para um manejo eficiente das plantas daninhas é fundamental que o agricultor se atente em diversos detalhes:



Condições das plantas: algumas plantas daninhas vêm de estresse, por falta de chuvas, geadas em alguns lugares, outras apresentam danos mecânicos por colhedoras que quebram ou as amassam. Após as chuvas, deve-se aguardar alguns dias para que essas plantas voltem a se regenerar para que o produto aplicado realmente funcione.



Espécie da planta: a indicação é de que os agricultores conversem com seus engenheiros agrônomos para identificar a espécie de planta daninha, visando saber se é de difícil controle, como por exemplo a buva, o capim amargoso e a trapoeraba. O profissional auxiliará na escolha de um produto com maior eficiência e orientará sobre como aplicá-lo de forma correta para ter resultado.



Condições do pulverizador: para um bom manejo é indispensável verificar a bomba, as barras, filtros, aferir a calibração e regulagem, assim como decidir qual o volume de calda adequada. E importante verificar também os bicos e se eles são adequados para o tipo de aplicação a ser realizada, e cuidar na velocidade de trabalho. Fazer uma boa distribuição de calda, colocar o produto no alvo, na quantidade certa e com qualidade são premissas básicas para se obter sucesso no manejo das plantas daninhas.Qualidade da água: a água é o elemento que leva a calda de pulverização até o alvo e precisa ser de qualidade. Por isso é recomendado usar adjuvantes que façam a correção do PH e que neutralize os sais da água, pois esses elementos podem neutralizar o produto, perdendo eficácia.



Condições de clima: recomenda-se que as aplicações sejam feitas com temperatura acima de 15º C e abaixo de 30º C. Deve-se evitar a aplicação em dias de vento mais fortes do que 10 km/h, visando evitar a deriva do produto aplicado. Momentos de inversão térmica, que normalmente acontecem no fim da tarde, podem fazer com que a calda suba em vez de descer, gerando risco de intoxicação do aplicador e das lavouras vizinhas, além do produto não funcionar corretamente.



Proteção: para o manejo de dessecação é obrigatório o uso do equipamento de proteção individual (EPI).



Seguindo esses cuidados, o manejo inicial das plantas daninhas tem tudo para ser um sucesso e garantir um ótimo início de safra ao agricultor. Para auxiliar, a Copagril conta com assistência técnica agrícola que está preparada para orientar o produtor e fornecer produtos registrados para proporcionarem ótimos resultados na lavoura.