Se o Bruno precisasse cuidar de apenas dois leitões e uma caixa d'água durante a infância jamais teria chegado onde chegou. A vida do associado da Copagril, Bruno Pommerening, sempre teve desafios e foi justamente esta batalha que o fortaleceu. Aos 15 anos já tinha perdido o pai e a mãe, por isso foi preciso arregaçar as mangas e trabalhar. Conseguiu oportunidade em uma propriedade rural onde, na década de 1980, não se dedicava apenas a uma atividade. Como empregado, ajudava na lavoura e nas criações, fazendo de tudo um pouco. Mudou-se, casou-se, teve dois filhos.
A conquista da granja própria aconteceu em 2013, sendo que para iniciar as atividades na suinocultura Bruno precisou obter financiamento e teve a Copagril como avalista do negócio junto ao BRDE. “Se não fosse pela cooperativa eu não estaria na atividade”, pontua.
Hoje, Bruno é patrão e empregado ao mesmo tempo, pois foi por meio da força de trabalho dele e da sua família que construiu patrimônio. Ele mora em São Roque, distrito de Marechal Cândido Rondon, onde possui uma propriedade com granja de terminação de suínos que é tocada por um funcionário. Enquanto isso, Bruno, a esposa e um dos filhos são empregados de outro associado da Copagril, que possui Unidade Produtora de Leitões (UPL), onde a família Pommerening dedica suas horas diárias.
Dois mil
Se ninguém na vida tem meta de criar dois leitões, Bruno tem meta de chegar aos dois mil na granja dele. O barracão inicial já foi ampliado e um segundo foi construído para abrigar o total de 1.700 leitões alojados por lote atualmente. Os sistemas de cortinas e comedouros são automatizados. “Meu objetivo é ampliar novamente o barracão”, afirma.
A água usada para atender a propriedade hoje é de poço artesiano, mas já foi de mina. “Quando era de mina dava muito problema, principalmente no dia em que chovia em excesso. Mesmo com filtro trancava as chupetas das baias e dava muito serviço para desentupir”, relata. “Até o dia em que fomos abençoados com a perfuração de um poço de 50 metros de profundidade com vazão de 30 mil litros/hora”, expõe Bruno.
Essencial
Já diz o ditado que a água é fonte da vida. O produtor garante que depois da perfuração do poço artesiano passou a produzir lotes com resultados melhores, devido à melhor qualidade da água. Também teve redução de custos com bomba d’água, energia elétrica e consertos em geral, já que o poço é mais próximo dos barracões.
Como não basta a “fonte” ser boa: é preciso fazer a água chegar com qualidade até os bebedouros para consumo pelos leitões. Por conta disso, Bruno e o seu funcionário têm muito cuidado com a caixa d’água e o encanamento da granja. Eles providenciam a lavagem da caixa a cada intervalo de lote. “Também realizamos aplicação do produto de limpeza no encanamento, pois com o tempo pode se formar limo no interior dos canos, o que prejudica a chegada da água nas chupetas, assim como a sua qualidade”, afirma Bruno.
A higienização da tubulação facilita o trabalho do dia a dia no decorrer do ciclo do lote. “Diminui o trabalho nas vistorias e a revisão necessária nos bebedouros”, garante o associado.
Reflexo na água
Quando olhamos para a água empossada vemos nosso próprio reflexo. Assim é quando vemos o resultado de um lote: ele é fruto do nosso trabalho e dedicação. Portanto, fique alerta! A falta de limpeza de caixa d’água pode ocasionar uma série de problemas na suinocultura, tais como afetar a sanidade, ocasionar o adoecimento de leitões por presença de bactérias; o entupimento de bebedouros e consequente consumo menor de água e menor conversão alimentar; enfim, prejudica significativamente os resultados zootécnicos e financeiros para associados e a cooperativa.
Água boa
Para fornecer água de qualidade aos suínos é importante:
- Ter uma fonte de água potável e de qualidade;
- Armazenar a água em um reservatório em condições adequadas;
- Fazer o uso de cloro na água;
- Garantir que a água atenda os parâmetros físico-químicos e microbiológicos estabelecidos;
- Realizar a limpeza periódica da caixa d’água a cada intervalo de lote;
- Utilizar produtos de limpeza no sistema de encanamento;
- Assegurar o correto funcionamento dos bebedouros.
Como limpar a caixa d'água
1) Ao esvaziar o reservatório, é importante manter um volume de água dentro da caixa que seja suficiente para usar na higienização e limpeza.
2) Esfregar e enxaguar toda a parte interna do reservatório, retirando todos os resíduos que possam estar nas paredes internas.
3) Na desinfecção, é preciso encher o reservatório e adicionar o desinfetante na concentração e tempo recomendados pelo fabricante. Essa água deve ser utilizada na higienização e limpeza das edificações.
4) Após os procedimentos anteriores, encher o reservatório com água potável ou com a qualidade necessária para os usos a que se destina.
Fonte: Embrapa