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Fim do ciclo na propriedade: o carregamento

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Depois de sair da Unidade Produtora de Leitões (UPL), passar pela creche e alcançar peso ideal na granja de terminação, chega o momento do carregamento e transporte para a indústria. Uma etapa importante, que reflete o trabalho do produtor e que merece a atenção especial, como todo o manejo, inclusive com as ações pós-carregamento que serão fundamentais para receber o próximo lote.



A retirada do suíno da granja deve ser planejada no dia de seu alojamento, uma vez que a separação entre machos e fêmeas, em baias e/ou unidades diferentes será importante no momento do carregamento, seguindo a quantidade informada e pretendida, explica a zootecnista Andreia Horst, que trabalha no atendimento aos produtores de terminação. “Separar os animais antes vai fazer a diferença na hora do carregamento, quando deverão ser colocados nos transportes o número correto de suínos cadastrados na GTA”, diz.



A GTA - Guia de Trânsito Animal é obrigatória para a retirada e carregamento dos suínos. Ela é cadastrada pelo setor de Fomento de Suínos da Copagril e está relacionada ao número de animais informados pelo produtor, que deve fazer a notificação com três dias de antecedência, pontuando a quantidade de animais e o número de machos e fêmeas.



Uma das propriedades que fazem parte da integração Copagril é a do casal Leandro e Marisa Vivian, em Iguiporã (Marechal Cândido Rondon), onde os funcionários atuam no manejo e mantém o cuidado padrão para o carregamento. “É feito o aviso e então nos preparamos, fazemos a limpeza dos animais e também mantemos a higienização regular das baias. No dia do carregamento cuidamos com o jejum dos animais, com pelo menos 8 horas de antecedência”, explicou o responsável pela granja, Valdir Schuck.



O jejum dos suínos é fundamental, conforme destaca Andreia, para favorecer o momento de retirada dos animais, pois evita o estresse, beneficia o deslocamento até o transporte e ainda evita os dejetos no caminho, assim como favorece a qualidade da carne no momento do abate, uma vez que evita a contaminação no momento da evisceração.



Para a retirada das baias, devem ser direcionados em pequenos grupos, iniciando preferencialmente pelas primeiras baias (mais próximas ao carregador) e utilizando tábuas ou cortina de manejo para a condução nos corredores das baias até o caminhão. “Quase todos vão naturalmente pelos corredores até o caminhão, alguns precisam ser direcionados, mas temos nosso pessoal e a equipe de apoio”, comentou Valdir sobre a passagem dos animais. Corredores e carregadores devem ser avaliados e adaptados, de modo a evitar pontas, cantos e buracos que possam causar lesões.



Seleção dos animais



Além do cuidado na separação de machos e fêmeas por baias, os produtores ainda devem atentar-se aos animais de baixa conversão, machucados e irritados, selecionando e separando-os para cuidados adequados. Nos dias que antecedem o carregamento, técnicos da Copagril visitam a propriedade e também acompanham a seleção dos animais adequados, além de todo apoio durante a evolução do plantel.



Animais refugados devem ser devidamente descartados. “Os processos podem variar em função do tamanho da propriedade e dos equipamentos, mas todos os locais precisam do espaço da composteira, ondem as carcaças devem ficar até 120 dias”, explica a zootecnista Andreia ao falar da seleção dos animais e também do cuidado pós-carregamento, como a sanitização total da granja, por meio da lavagem completa, e o período de vazio sanitário, de em média 21 dias.



Em relação ao manejo, os produtores também são orientados a avisar ao técnico se houve, durante o lote, a quebra de agulha na hora da vacinação e a mesma permanecer no animal. O suíno deve ser identificado com um brinco, carregado na última carga e o motorista deve ser informado da presença do animal identificado

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