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Fim da vacinação contra febre aftosa demanda novas responsabilidades

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Em outubro de 2019 foi assinada a Instrução Normativa que suspendeu a vacinação contra febre aftosa no Paraná, uma grande conquista para o setor pecuário, que repercutiu nacionalmente e reflete nas relações comerciais internacionais. Essas mudanças na organização de defesa pecuária são recentes e exigem novas ações de produtores, agroindústrias e departamentos sanitários.



O fiscal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) de Marechal Cândido Rondon, Nilson Gouveia, descreve que a principal mudança é na obrigação da vacinação contra a febre aftosa em bovinos. “Não existe mais a obrigatoriedade de vacinação, mas o produtor precisa fazer a comprovação do rebanho, essa é a principal mudança. Em vez de fazer a comprovação da vacinação, o produtor tem a obrigatoriedade de comprovar os rebanhos, o que ocorre nos meses de maio e novembro” explica o fiscal.



Nilson também comenta que um aspecto importante é o compromisso do produtor em comunicar a defesa sobre suspeitas de enfermidade. “Quando o animal apresentar sinais clínicos de doença, alguns como bolhas (vesículas) em mucosa oral, nasal, no aparelho mamário e/ou nas patas entre os dedos, estiver com febre ou diminuição da produção, diminuir a alimentação ou se afastar do grupo, é importante o produtor notificar, informar o técnico e a agência de defesa”, explica ele ao lembrar que o animal está desprotegido sem a vacinação e existem várias doenças parecidas ou semelhantes à febre aftosa.



“É fundamental manter o sistema de notificação para a assistência técnica, que também precisa obrigatoriamente informar o serviço de defesa que é responsável por confirmar ou descartar a doença, o que somente pode ser feito pelo serviço oficial”, destaca ao explicar que toda suspeita deve ser obrigatoriamente notificada em 24 horas do início dos sintomas. “Quanto mais cedo atender, mais rápido podemos descartar ou confirmar a doença e agir com medidas profiláticas de controle”.



Biosseguridade



Assim como em todas as cadeias de produção animal, as medidas de biosseguridade são as principais aliadas na manutenção das condições sanitárias seguras. “A atenção dos produtores deve ser ainda maior porque a disseminação da febre aftosa pode ocorrer de várias maneiras. Como por exemplo em um animal doente ou em incubação da doença que entra no estado, ou seja, ele pode estar doente, mas aparentemente sadio quando entra no estado. As barreiras que temos vão impedir, mas alguém mal-intencionado pode passar por fora e o produtor deve ficar atento a essa movimentação irregular, cuidando do seu plantel e também atento aos vizinhos. Outra possibilidade é a chegada por pessoas e veículos que vêm de outros estados ou de países que não tem a mesma condição sanitária que a nossa. As visitas nas criações devem ser restritas apenas para quem trabalha no local”, diz o fiscal da Adapar ao lembrar que além da febre aftosa, existem várias outras doenças susceptíveis e que merecem atenção.



“A conquista de área livre foi importante, mas a manutenção é muito mais difícil. Isso não é papel só do serviço de defesa, a principal consciência deve ser do produtor porque ele vai ser o principal afetado se voltar a ter febre aftosa. O principal patrimônio hoje chama-se sanidade animal. Produtor rural e defesa animal devem ser parceiros, o diagnóstico precoce evita grandes prejuízos e quanto mais rápida a comunicação, mais rápido o controle. Esse trabalho eficiente dá credibilidade em nível nacional e internacional, não adianta falar que não tem, precisa ter credibilidade e isso só vem com ações”, complementa Nilson.



Vacinas antigas



Está proibida a comercialização e manutenção de vacinas, as sobras das vacinações anteriores devem ser eliminadas. O produtor que manter vacinas na propriedade pode ser autuado.








*Matéria divulgada na Revista Copagril Edição 113 (novembro/dezembro). Você pode conferir o conteúdo original aqui (CLIQUE AQUI).

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