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Uso de desidratador é opção para manejo de carcaças na propriedade rural

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Uma opção tecnológica para o tratamento de carcaças em atividades de suinocultura e avicultura é a utilização de desidratadores visando a redução do volume dos animais mortos de 60% a 80% por perda de água e o tratamento térmico das carcaças para inativação de patógenos¹.



Nesse processo não ocorre a queima ou incineração das carcaças, apenas a emissão de vapor d´água e gases da queima da lenha ou biogás utilizado como fonte de energia.



Para o uso do desidratador, as carcaças devem ser esquartejadas no caso de suínos maiores ou colocadas inteiras no caso de aves ou leitões. O equipamento é formado por um cilindro rotativo geralmente em aço com capacidade de 100 a 750 kg de carcaças. Para a rotação do cilindro é utilizado energia elétrica e para a desidratação das carcaças é utilizada lenha, pellet ou pode ser adaptado para operar com biogás. Geralmente o tempo de operação do desidratador é de 4 a 5 horas dependendo do tamanho e tipo das carcaças.



Neste momento o Instituto Água e Terra - IAT (Antigo IAP) permite que a aquisição dos equipamentos seja realizada tanto de indústrias metalúrgicas de grande porte, como as fornecedoras de fornos de aquecimento, como também ser executado por pequenas empresas e até mesmo pelo produtor, mas é altamente recomendada a contratação de um engenheiro mecânico para orientar nos aspectos de segurança do equipamento, pois ele pode se tornar literalmente uma “panela de pressão” com risco de explosão e suas partes móveis e quentes podem causar lesões aos operadores.



Informações importantes que o produtor deve solicitar ao fabricante são: nota fiscal e as recomendações de operação (capacidade e tempo de processamento, tipo e consumo de combustível), estes dados devem ser informados ao IAT no Licenciamento Ambiental da atividade, por isso sempre que houver desidratador na propriedade a Assessoria Ambiental da Copagril deve ser informada para que auxilie o produtor quanto aos procedimentos corretos de documentação, operação e sobre o destino do material desidratado.



O material desidratado deve ser encaminhado, OBRIGATORIAMENTE, para compostagem ou biodigestor. Para uso em biodigestores não se recomenda a desidratação completa das carcaças, mas o tratamento térmico para inativação de patógenos com temperatura mínima de 70 ºC por duas horas².



As vantagens do uso de desidratadores são: a redução da quantidade de células de compostagem e o manuseio do material pós compostagem, pois quando a compostagem convencional não é realizada corretamente pode ocorrer a mumificação das carcaças tornando a abertura das células um trabalho extremamente desagradável. Em hipótese alguma o material desidratado deve ser destinado diretamente ao solo ou fornecido para alimentação animal de qualquer espécie, pois podem ocorrer problemas graves de ordem sanitária comprometendo toda a atividade produtiva causando danos financeiros de grande impacto ao produtor.



Assessoria Ambiental da Copagril



A equipe da Copagril está disponível para mais esclarecimentos e também acompanhamento dos associados por meio da Assessoria Ambiental e Engenharia nos telefones (45) 3284-7515 e 3284-7628, também por mensagem via aplicativo de celular (Whatsapp) no número (45) 99825-7281.



*Matéria divulgada na Revista Copagril Edição 114 (janeiro/fevereiro). Você pode conferir o conteúdo original aqui (CLIQUE AQUI).